dezembro 28, 2004

FABRICAVARIADA

Ecos de Estremoz...

Sulitânia e o epicurismo

Agora sim...
Estive, claro está, no almoço da Torre de Menagem que se realizou no Sábado, dia 18, no Sulitânia. E pensei, como os meus confrades da Torre e restantes convivas fizeram nos seus blogs, em escrever aqui qualquer coisa. E podia tê-lo feito, não fora a malfadada avaria na RAM do portátil. Mas ainda bem que não foi possível, já que me permitiu uma segunda visita ao local. E, sem menosprezo da dita almoçarada, o prazer que me provocou a segunda visita à casa de comes-e-bebes foi mais apurado. Algumas condições mantiveram-se: o dia estava lindo e pleno de sol, no caminho foi possível observar alguma passarada, como o tartaranhão caçador (prazer que só atinjo, na plenitude, no Alentejo), a comida estava, como no Sábado, excelente, o almoço foi seguido de um Quintero… Mas foi melhor: desde logo porque fui acompanhado pela família, que é outros dos superiores prazeres, mas depois porque tive o privilégio da companhia do Joaquim Pulga, à mesa, em torno de um charuto e a pretexto de uma amena e muito agradável conversa; a prova inequívoca que, mais que a ideologia que, neste caso, nos separa, é a estética que nos une.
O Joaquim Pulga conseguiu, no Sulitânia (a que auguro muito longa e boa vida), essa conciliação fantástica entre o sonho e a pragmática: criar um espaço de excepção, numa região de excepção, numa terra pequena (“porque se consegue fazer, nas terras pequenas, coisas tão boas – ou ainda melhores - como nas grandes”), onde à pureza da graça não foi retirado um milímetro e onde a gastronomia é cuidada como uma arte. O Sulitânia é mais um dos grandes prazeres do Sul.

dezembro 20, 2004

Denúncia de Plágio e Roubo

Os confrades deste monte, em sumária troca de impressões, entenderem por bem e sem delongas denunciar aqui, sem rebuços ou tibiezas, o roubo que de que o Viktor foi vítima, com o qual, desde já nos solidarizamos. Com efeito, um bando de 5 indivíduos roubou e consta que escondeu numa Torre a fotografia que aqui publicamos:


dezembro 19, 2004

Em nome da Paparoca, dos presentes e do "Pintor"

A Convenção correu conforme tínhamos previsto, sem surpresas, em amena cavaqueira, à volta da boa mesa da Sulitânia.
Tratou-se apenas disso, nada de conferências, debates e quejandos, convívio, puro e simples entre todos os presentes, autores de blogues ou não, familiares e prole.
Por isso não irei aqui, como é hábito, enumerar os blogues inscritos, antes prefiro agradecer a todos, sem excepção, às 22 pessoas presentes de todas as idades, o prazer que me proporcionaram em tão acolhedor repasto, com uma palavra especial ao Isidoro e mulher que nos receberam sem meias medidas e a um tal de "Pintor"...! Se apanho esse marmelo...
Agradeço também àqueles que tiveram a gentileza de fazer e oferecer lembranças - à Laura, ao Luís Ene (pelo conto e pelo lícor) e ao Nikonman, que apesar de não ter estado presente, constituíu-me portador de um "Pelourinho de Ouro".
De tudo quanto foi dito, fiquei com a sensação de que se gerou unanimidade em torno de duas ideias:
1 - começar a preparar a 2ª Convenção para prosseguir os trabalhos;
2 - apesar de não saber tocar piano parece que fui bem mais apreciado nessa lide do que no comício que preparava... (culpa do Pintor...!)
Uma palavra para aqueles que sei que se roeram pela impossibilidade de estar presentes, mas que nos foram manifestando, um pouco por várias vias, a sua solidariedade e a vontade de marcarem presença na 2ª Convenção.
O meu muito obrigado! Se ter um blogue serve para alguma coisa será, seguramente, para comunicarmos e nos aproximarmos uns dos outros e, já agora, nesta Torre, reflectirmos sobre o que se poderá fazer por este nosso Alentejo.

ps: já estão publicadas fotografias do Vmar e do Viktor, do Isidoro e do Francisco. (a actualizar)

dezembro 16, 2004

Ementa para o famigerado Sábado:


- poejada de bacalhau;
- ensopado de borrego com ervilhas;
- carne de porco do alguidar com miolos de tomate;
- açorda de espinafres com amêijoas;

e toda a boa disposição da e na Sulitânia e os copos e as lérias e o resto até ao comunismo. Ponto!!!

dezembro 15, 2004

Convenção da Paparoca - região à lupa

Ora, enquanto o mestre de cerimónias prepara afincada e devotamente o menu para Sábado aqui deixamos as coordenadas para chegarmos ao Sulitânia:

1 - ponto de referência Arraiolos




Quem vem do litoral pela auto-estrada a melhor saída é a de Montemor e tomar o rumo de Arraiolos / Estremoz.

2 - ponto de referência Vimieiro




Chegado a Arraiolos, contorna e prossegue para Estremoz até que chega a Vimieiro "sur mer"!
Aí, alto e pára o baile! Siga as instruções que o Isidoro deu ao Piotr Kropotkine:

«Cemitério à esquerda, contornar hipótese de rotunda à direita e enfiar pela esquerda baixa até desovar no coreto. Óspois percorrer a penantes as 50 jardas até ao portão vermelho sangue de boi, e pronto estás no cerne da questão.»

Para quem tiver dúvidas aqui fica o link do Sulitânia com o respectivo n.º de telefone.

Só porque vale a pena pensar antes de errar...

Para verificarmos o buraco para onde o PS de Beja quer atirar o Alentejo vale a pena transcrever esta notícia do DA On Line

«Leitores do "DA on-line" rejeitam regionalização
Sessenta por cento dos
leitores que votaram no inquérito promovido pelo “DA on-line” entende que o
processo de regionalização não deve avançar e defendem que esta reforma deve
deixar de estar inscrita no texto constitucional. A consulta decorreu nas
últimas três semanas e recolheu 331 votos, sendo que, destes, 60 por cento estão
contra a regionalização, 22 por cento defendem a realização de um novo
referendo e os restantes 17 por cento querem que o processo seja retomado, mas
apenas na Assembleia da República. »

dezembro 12, 2004

A Regionalização: Questões de Profundidade

Mote:
A Regionalização deve contrapor-se ao centralismo.
O Dirigismo contrapõe-se à livre iniciativa.

A Regionalização deve descentralizar serviços evitando criar novas centralidades.
Deve ser um vector de progresso e deve promover a livre iniciativa.

Uma regionalização que fragmente em vez de dignificar, que disperse energias onde se justificam sinergias é, ou pode ser, um factor de empobrecimento das populações que deveria beneficiar.

No grau de profundidade de uma regionalização deverá haver factores de ponderação estruturais e conjunturais que devem ser equacionados.
Entenda-se por factores estruturais aqueles que são de índole cultural e afectiva. Aqueles que são factores de coesão de um determinado povo, de uma nação. Há quem lhe chame a identidade nacional. É um erro descurar a idade das fronteiras portuguesas e a universalidade da sua aceitação, esquecer que o português é a língua materna de todos nós, esquecer os conflitos e os desafios em que os portugueses se assumiram como um povo, ignorar o facto de nunca ter havido problemas de secessão no continente português – houve uns ‘bambúrrios’ nas ilhas ainda por explicar- e, ‘last but not least,’ são transversais a todo o território português as virtudes e os defeitos dos portugueses como povo.
A profundidade da Regionalização a criar não deve nunca ferir a profundidade dos nossos elos de união. O mesmo será dizer que não deve ultrapassar a profundidade das diferenças – que também existem – entre os portugueses.
Chegamos aos factores conjunturais para a regionalização. Falamos, lato senso, da ‘real politik’ que o Piotr apontava ao Carlos.
Recordemos que vivemos numa Europa de Regiões, que para o nosso país a Europa já definiu 7 regiões (com as quais até nem temos nada contra…), que há características dessas regiões que urgem desenvolver in situ, sem correias de transmissão perras e obsoletas, apodrecidas por venenos como a vaidade, a burocracia.

Retire-se da circulação o bruáa dos políticos locais. Os seus interesses mesquinhos, os seus ímpetos independentistas. O filme é velho e já o vimos nos Açores e na Madeira em 75…
Estudemos o que correu mal nas Áreas Metropolitanas e nos citados arquipélagos. Num país menos esquizofrénico o que se passou nestes sítios deveria causar repulsa, primeiro, e um estudo sério, depois. Como não é fácil emendar o mal que está feito, proceda-se por forma a evitar que estes disparates se repitam.
Não é ser anti-regionalista afirmar o que foi dito.

É facto assente que como Portugueses deveremos ter uma política externa comum, um exército único, um poder judicial que abranja o todo nacional. Assente-se que também a política cientifica, a política educativa, a política fiscal devem ser as masmas em todo o território nacional.

O que é que caberia às regiões?
A articulação de vectores económicos que serão essenciais para o êxito do nosso país: o Turismo, a validação de produtos com D.O.C. (rótulos, controlo de qualidade, padronização de produtos); horários de trabalho nos diferentes sectores de actividade; trânsito; desporto escolar; saúde preventiva… Não era nada pouco e não era nada despiciendo.

Seria injusto falar de reflexões sobre a regionalização esquecendo o trabalho de Carlos de Abreu Amorim , “Áreas metropolitanas – desconstrução legal de um conceito(Análise das novas entidades da organização administrativa local)” .

dezembro 09, 2004

"Convenção da Paparoca" no




no próximo dia 18, Sábado, pelas 12,30h!


Estimados Leitores da Torre de Menagem

Quando iniciámos a erguer esta Torre longe de nós atingir um impasse logo ao cabo do primeiro mês de existência. Com efeito, os últimos posts sobre a regionalização, ou não, evidenciam opiniões aparentemente inconciliáveis neste quadro tendo obrigado à convocatória extraordinária da Comissão Intercontinental que magnanimemente deliberou:
1 - organização urgente da "Convenção da Paparoca" para acariação de todos os autores da Torre de Menagem, autores de outros Blogues que entendam pronunciar-se, amigos, familiares e quem mais entender por bem, a ocorrer no "Sulitânia", em Vimieiro "sur mer", no próximo dia 18, Sábado, pelas 12,30 horas;
2 - nomeação de uma comissão organizadora composta por apenas todos os "confrades" desta Torre;
3 - indigitação do confrade Isidoro de Machede para Mestre de Cerimónias.
A Comissão Intercontinental adiantou ainda que a escolha do Sulitânia se ficou a dever ao facto de considerar imprescindível confrontar os contendores diante da melhor cozinha regional alentejana.

Atendendo ao interesse que a contenda não deixará de proporcionar as inscrições serão limitadas a quem pretender, tenha blogue ou não, seja regionalista ou bem pelo contrário, leve a família ou não, enfim, está aberta aos amantes da boa conversa, da boa mesa e de uns charutitos, em calhando.
Inscrições para a "Convenção da Paparoca":
e-mail para a caixa de correio da Torre de Menagem, torre.menagem@clix.pt , através do contacto com um qualquer dos confrades da Torre ou directamente para o Sulitânia.

ps: brevemente o confrade Isidoro de Machede virá ao vosso contacto para todos os esclarecimentos necessários.

dezembro 07, 2004

Regionalização (a visão da direita renitente)

A minha vontade de escrever um post sobre a regionalização vem já do tempo em que o Cadilhe fez declarações em defesa da mesma.
Eu votei contra a Regionalização. E fi-lo, pensando agora com alguma distância, porque sou de direita. “Filosoficamente de direita”, para usar a terminologia do Pacheco Pereira… Ou seja, sou um gajo cínico, pouco crente na natureza humana… Um gajo manhoso que acredita mais no Hobbes, que no Rousseau… E, para piorar as coisas, vivi no Alentejo anos suficientes para lhe conhecer os políticos; coisa que, meus amigos, só agravou esta minha “má vontade”.
A que é que isto vem a propósito? Vem isto a propósito de considerar que, pese embora a minha discordância com a sua concretização, a argumentação do Carlos, no seu último post, faz algum sentido do ponto de vista da real politik regional; mas não colhe, quanto a mim, nem do ponto de vista do desenvolvimento desejado para a região, nem, definitivamente, do ponto de vista do que é possível fazer com os políticos que temos.
É que a argumentação do Carlos, bem como a do Francisco, presumem a bondade e a necessidade da acção do Estado no desenvolvimento regional e a minha, e pelo que percebi a do Piotr Kropotkine também, assentam, no seu contrário e, sobretudo, na necessidade da acção dos privados. Melhor: ao Estado devem estar acometidas funções de facilitação dos processos de desenvolvimento e não tanto de condutor desses mesmos processos. Ao Estado pede-se que invista nas infra-estruturas sobre as quais possam assentar as acções dos privados. Pede-se ainda que desregulamente, desburocratize e simplifique. Defender a Regionalização, a partir deste meu ponto de vista, é crer que é possível ao Estado fazer isto… Ora esta minha “má” formação e feitio retorcido fazem-me duvidar de tal possibilidade com tal veemência que, para piorar as coisas, não consigo deixar de pensar em mais uma turba caciquista a defender interesses privados em conflito com os interesses dos privados.

dezembro 06, 2004

Regionalidades... (dedicado ao Piotr Kropotkine)

Afinal, Piotr Kropotkine, parece que estamos mais uma vez de acordo! Em quê? Em constatar que neste Alentejo está tudo por fazer e o que tem sido feito de nada tem valido ao nosso desenvolvimento, bem pelo contrário (como bem dizes "o Baixo Alentejo representa menos de 1 por cento do volume de negócios e menos de 1 e meio por cento do emprego deste país")
Mas esta constatação, rapidamente para não maçar os nossos leitores, deriva da constância de três variáveis (que paradoxo!):
1 - total ausência de capacidade de iniciativa estruturante, seja privada, associativa, cooperativa ou pública das nossas gentes e, principalmente, de quem nos representa;
2 - desconcerto dos representantes partidários, mais interessados em ganhar uma irrelevante posição social ou um efémero poder, em vez de juntos identificarem as nossas virtualidades (não perderiam muito tempo, já adiantaste algumas e outros de nós mais umas tantas), traçarem as estratégias adequadas e coordenadas para a prossecução dos objectivos e traçar rumos que para os alentejanos tenham significado;
3 - o impedimento que o poder central nos impõe por inoperância (seria indelicado falar de desinteresse ou incompetência) de seguirmos o nosso rumo.
Poderá esta última variável parecer-te um pouco vaga, até vazia de sentido, mas em boa verdade seria muito útil (atrevo-me a meter por caminhos nos quais és reputado especialista) para que os alentejanos deixassem de lamuriar-se contra o "mauzão" do poder central e tomassem consciência de que o seu futuro só pode ser construído por eles! Acabar-se-iam as eternas desculpas da nossa falta de iniciativa e da total falta de espírito de serviço público que rasga, transversalmente, as estruturas partidárias locais.
Regionalização? Ó Piotr ela está mais que feita, há vários anos e em toda a Europa!



Estas são as nossas regiões oficialmente reconhecidas pela Associação das Regiões da Europa, a partir das quais são pensados e formulados todos os programas de relativização de assimetrias e desenvolvimento de regiões deprimidas - a chamada Europa das Regiões:



Clicando nas imagens constatarás que, afinal, existem 250 regiões nesta Europa de 32 países!
Perguntarás, então, por que é que o "tolinho" do teu amigo teima numa regionalização se ela está feita?
Ó pá, porque sim, porque somos o único país europeu (da Europa dos 15), entre os que têm regiões autónomas e os que não têm, onde estas regiões não podem apresentar directamente candidaturas que não sejam canalizadas e avalisadas pelo governo nacional e, para cúmulo, ele tem apresentado o que bem entende porque, coitados, são poucos, os pedidos muitos e mesmo aqueles que eles apresentam têm obtido vergonhosas taxas de concretização!
Por isso, se o termo regionalização fere, opte-se pela seguinte expressão: por favor, se não fôr muito incómodo permitem, V. Exs., que ousemos pensar no nosso futuro, empenharmo-nos nele e sermos responsáveis por ele?
Assim não sendo, impingem-nos Alquevas, Aeroportos, Portos e nós a vê-los passar...! Temos condições para construir uma fortíssima marca "Alentejo" através de produtos, gastronomia, turismo arqueológico, turismo rural, energias renováveis, temos muito para fazer a questão é vontade dos autóctones e "licença" dos senhores governantes!



dezembro 05, 2004

Regionalidades...

No que leio dos meus companheiros de blogue (Carlos e Francisco) parece-me emergir um padrão que me é familiar...um discurso de confronto com os mephistos do poder central de Lisboa...Talvez não seja bem de confronto... talvez seja mais de lamentação...
Ora o Baixo Alentejo representa menos de 1 por cento do volume de negócios e menos de 1 e meio por cento do emprego deste país. Para que deixe de ser uma mera extensão de terreno que se interpõe entre Lisboa e os fins de semana em Vilamoura é preciso o quê? Uma região? Para quê? Para dar empregos aos afilhados desses curiosos personagens locais que vocês descrevem nos posts? O que aconteceu com os dinheiros de desenvolvimento local? Que projectos "estruturantes" produziram coisas?

Aqui ficam algumas ideias...

Para quando uma verdadeira empresa de vinhos com linha/marca Alentejo? É que não sei se frequentam a Tesco na good old Albion.... mas numa visita às prateleiras de vinhos temos vinhos do Chile, vinhos da Nova Zelândia, vinhos da Austrália, vinhos da Califórnia e depois temos vinhos da Vidigueira do Redondo de Pias... e os bifes demandam que raio de país será este... A empresa de vinhos Alentejo até podia ser cooperativa ou podia ser SA....devia era ter dimensão para fazer entregas e para criar imagem...

E queijos de Serpa? uma empresa forte e com marketing agressivo... e Mármores Alentejo? em lugar de dezenas de desconfiados uns dos outros que vão para feiras miseráveis pela mão de burocratas do ICEP... encolhidos em stands de treta escondidos dos clientes porque não falam nem sequer portunhol? Mas assim que se fala em fazer um consórcio descobrem logo defeitos inultrapassáveis uns nos outros...

Mas não...lá vamos voltar a ter Regimes de Incentivos a Micro Empresários em que as pessoas apostam as economias e as indemnizações que receberam para fazer engomadorias, para fazer um artesanatozito, um cabeleireiro, para depois esperarem o incentivo que não chega acumulando dividas e leasings em atraso comprando uma ilusão...





dezembro 04, 2004

A Rir é com o que a gente se amanha!

«A Comissão Política Permanente Distrital de Beja do Partido Social Democrata expressa "total solidariedade" ao ainda primeiro-ministro e "líder natural e incontestável" do PSD, confiando que, nas próximas eleições, será reconduzido "reforçado e livre" à chefia do Governo.» (Diário do Alentejo)

«Amílcar Mourão diz apenas que, ao momento e depois de uma "análise preliminar, existem vários locais onde entendemos que a coligação faz sentido, porque os dois partidos, em conjunto, significam mais do que a sua soma linear e algébrica".» (Diário do Alentejo)

«Os eleitos do Partido Socialista nas autarquias, onde são maioria (no Baixo Alentejo), não compareceram na reunião promovida ontem em Alcácer do Sal pelo Secretário de Estado da Administração Local onde foi abordado o futuro da região.» (Rádio Pax)

«Ao todo, considerando os quatro partidos políticos representados na Assembleia Municipal, não errarei por muito se afirmar que não serão mais de 50 os que vão decidir, efectivamente, quem serão os candidatos à Câmara de Beja e às freguesias!» (crónica de Maria João George no Diário do Alentejo)

O circo é em Lisboa, mas a palhaçada é por aqui, então a "naturança" do líder é de partir o côco!

dezembro 02, 2004

Alqueva, outra oportunidade perdida?

Provoca-nos algum mau estar o facto de sabermos que a área de regadio do Alqueva está a ser comprada por estrangeiros. Pretendem instalar-se aqui e produzir, essencialmente, frutas de pomar e azeitona. Pretendem servir o mercado interno e apostar fortemente no mercado externo.
E nós a ver...

São muitas as histórias que se contam de exportações desvalorizadas por causa das deficientes condições de transporte dos produtos.

A um amigo nosso que pretendeu exportar melão para a Holanda aconteceu-lhe perder dinheiro com essa transacção. Naquele ano fez algumas, poucas, toneladas de melão que, entusiamado com a possibilidade de ter encontrado um novo 'El Dorado' e usando alguns contactos que tinha, 'colocou' na Holanda. Chegado o produto a Amesterdão o importador afiançou-lhe, por fax, que 15% dos melões estavam estragados.
Era certamente mentira.
A possível confirmação desse facto, no entanto, ficar-lhe-ia ainda mais dispendiosa e a procura de outro importador implicava que se estragasse não 15, mas 51% da mercadoria... O mesmo sucederia se, por pundonor, mandasse o melão 'regressar a casa'.
Enfim! submeteu-se a estas estranhas regras de mercado.
Nunca mais exportou.
Tendo em atenção a sua fraca capacidade de produção e o individualismo dos produtores que os impede de se associarem em cooperativas de produtores livres mas responsáveis, foi o melhor que fez.

'Histórias' como esta explicam, em grande medida, o pouco investimento que os agricultores portugueses fazem na exportação.

O Estado poderia pagar a um supervisor, a um adido comercial, que supervisionasse estas questões... mas quem é que pagaria ao Estado mais essa despesa?

É que, às vezes, a solução dos nossos problemas passa por nós...