fevereiro 21, 2005

Boa nova...

...o Zé Raúl vai deixar o Alentejo!
[desculpem, mas é a única graça que consigo do lado de cá da cortina de ferro...]

fevereiro 06, 2005

As Fronteiras do Possível

segundo li num jornal qualquer, os "alentejanos" ou uma secção representativa dos ditos... terão mendigado do senhor engenheiro, ontem em passagem meteórica pelo Baixo Alentejo, atenção para algumas coisas: emprego, água, melhor atendimento na saude e equipamentos para escolas... se não for grande a ofensa e se o senhor engenheiro tiver tempo para olhar por esta gente...

é uma espécie de lista minimalistas de quem já se conformou com o abandono dos outros e com o deserto da alma...

vá lá....desta vez, nesta campanha eleitoral, ainda ninguém falou de projectos do tipo Bill Gates com a "fábrica de satélites" e rampa de lançamento dos ditos em direcção à cintura de Van Allen...

fevereiro 01, 2005

A propósito das Entrudanças

A propósito de uma posta que coloquei na Planície Heróica, há uns dias, anunciando as 'Entrudanças' em Entradas, recebi este comentário do Albardeiro que julgo merecer a nossa máxima atenção:

"Francisco, este seu "post" de divulgação de uma actividade cultural que se quer, ao mesmo tempo, turística, fez-me "acordar" uma ideia que há algum tempo estava adormecida. Provavelmente, seria um pequeno texto para a Torre... (se entender dar-lhe outra visibilidade, está à vontade)mas para já faço-o como comentário - aqui vai:
Vamos imaginar que é possível fazer um trabalho científico que tenha como objecto a análise da “condição” do turismo, enquanto actividade económica, no sentido de promover o crescimento e o desenvolvimento regional, e sob que modelo teórico-metodológico, pode estruturar e configurar novas valências para uma região como o Alentejo. Um objectivo directamente vinculado ao objecto do trabalho consistiria na análise da coerência e propriedade da aplicação do conceito de cluster, formulado por Michael Porter, bem como o de cadeia produtiva, à actividade do turismo, conformando um cluster turístico. Em paralelo procurar-se-ia examinar, como é que a condição de uma configuração de cluster de turismo poder ser considerada como um modelo de desenvolvimento regional.E se chegássemos à conclusão que a competitividade e sustentabilidade do desenvolvimento turístico, com base endógena, pressupõe a internalização da produção de tais inputs, através da criação de novas actividades produtivas e do fortalecimento das já existentes, visando eliminar pontos de estrangulamentos e implicando no adensamento dos encadeamentos sectoriais, para frente e para trás, que integram a estrutura produtiva da economia da região.Deste modo, o “nosso” pressuposto cluster constitui o modelo viabilizador do alcance e sustentação do desenvolvimento regional, como resultado da interacção entre a função de especialização – o turismo, e o território – o destino turístico e o seu entorno próximo. Talvez por ser tão aliciante esta hipótese que nos atrevemos a pensar a sério em dar corpo a tão pertinente “empreitada”, aliás, emergem timidamente indicadores nesse sentido. A crer em alguns estudos mais recentes, nomeadamente os de Daniel Bessa, o Alentejo será a surpresa, pela positiva, no desenvolvimento do país. Vejamos o que afirmou ao Público (24/01/05): “Bessa defende que o Estado deve ter uma acção que seja "equilibradora" quando estão em causa regiões deprimidas. Nas suas intervenções, tem lembrado que algumas cidades do interior, apresentam um nível de vida aceitável, que se aproxima da média nacional, e que isso se deve ao "gasto público", bem como à presença do sector público administrativo. E exemplifica com o Alentejo, que nos últimos anos tem apresentado níveis de rendimento sempre superiores. Em sua opinião, a região alentejana "irá ser uma boa surpresa, porque a indústria do Turismo vai desenvolver-se o que só é possível porque antes se fez o Alqueva", que poderá contribuir para mudar o modelo de desenvolvimento económico da região.”Nem tudo está perdido...basta acreditar! "