Março 04, 2012

ALI_SE: 16 MARÇO 2012 - ENCONTRO/Conferência no Centro Nacional Cultura

ALI_SE: 16 MARÇO 2012 - ENCONTRO/Conferência no Centro Nacional Cultura

Dezembro 30, 2011

peremela: ticha jazz mania

Bom Ano de 2012 com Ricardo Serrano – Ticha Jazz Mania

Julho 18, 2006

Comunicado Final do conclave da Torre sobre o Estado da Nação

Secretamente reunidos em torno dumas sopas de beldroegas com queijo os fundadores da Torre de Menagem analisaram o Estado da Nação Alentejana e perspectivas de futuro.
Sobre tórrido ambiente o debate foi aceso por um branco de Borba que em muito contribuiu para se atingir o consenso em torno de um comunicado final que aqui se deixa lavrado:


COMUNICADO FINAL

subscrito por unanimidade, mais consortes e prole presentes


Atendendo a que nos últimos anos o Alentejo deu duas voltas de 360 graus, uma para oeste, outra para leste, tendo sofrido, por consequência, uma profunda agitação sem do sítio sair e que, por outro lado, a correlação de forças e a conjuntura sócioeconómica alteraram-se substancialmente pela falta do hífen, entendemos:

1 - O Alentejo é a região portuguesa com maior potencial de investimento em montes de projecção social e de lazer para 1 a 3 fins de semana/ano, desde que equipados com garrafeira da região, ar condicionado, piscina, internet, consolas de jogos, 1 campo de tiro e 2 de golfe (1 para cada dia), ou seja, com tudo o que assegure que de lá não seja preciso sair;

2 - A construção do IP8 e do aeroporto comercial de Beja são infra-estruturas fulcrais para que cheguemos depressa e saiamos como um relâmpago e, por outro lado, a fossa a céu aberto em que o lago de Alqueva, em tempo recorde, se conseguiu constituir, é de capital importância para o desenvolvimento da agricultura e para o estabelecimento de estâncias termais únicas no mundo;

3 - Não faz sentido manter o blogue Torre de Menagem e muito menos, ainda, acabar com ele;

4 - Como há mais de 30 anos se reclama, a terra deve ser para quem a trabalha e para quem tão bem a tem vindo a trabalhar, implicando, por tal tão insofismável constatação que, um dos membros já se tenha posto a milhas há alguns anos, dois outros estejam de malas aviadas, um quarto já cá só pernoite, enquanto o quinto se recusa a sair de cá por uma questão de felicidade familiar - depois de correr mundo diz não ter encontrado outro lugar no mundo onde se ria tanto.

Posto isto, propõem os signatários à classe partidário / famílio / tentacular da região, mais uma vez por unanimidade, mais consortes e prole, que ousem proporcionar, com regularidade anual, se possível, até, semestral, uma volta completa de 360 graus para manter a agitação dos que por cá permanecerem a mandar na terra e em quem nela trabalha.

Alentejo, Julho de 2006

Os subscritores, mais consortes e prole

Janeiro 11, 2006

Televisão do Alentejo: SULNET

Via Alandro al chegámos à Televisão do Alentejo.


Desejamos toda a sorte do mundo, inteligência, independência, verticalidade e muita persistência para esta iniciativa ainda em fase de experiência.

Dezembro 24, 2005

A ComUrb do BAAL tem os dias contados. Deo Gratias!

(Publicado também na Planície Heróica)
A propósito do despedimento do director do D.A. e da sua substituição por um camarada do Ó Pacheco, Pulido Valente, presidente da Câmara Municipal de Mértola saiu-se, no final do seu artigo de opinião no referido D.A. com esta: "tenho muitas dúvidas quanto ao futuro da Ambaal". Esta ideia de acabar com a AMBAAL, apareceu mais forte e mais clara no Expresso saído ontem.
A estonteante questão que fica no ar é a seguinte:
"Esta rapaziada propunha-se fazer uma 'ComUrb a martelo' sem imaginar que o PCP a pudesse dominar?"
Estava uma ComUrb bem imaginada...
De bom, em toda esta situação, só a sensação de que 'a traição do Funchal' começa irremediavelmente a ter os dias contados, não por opção estratégica de fundo, mas porque alguém descobriu que um monstro destes podia fugir das mãos ao seu criador.
Até apostamos que, de ora em diante, nenhum socialista -a começar pelo Pulido Valente- se lembrará de manter um disparate destes na sua agenda.
E o Alentejo teve sorte... E teve sorte porque este foi um dos raros disparates imaginados pela nossa inefável classe política que, Deo gratias! não fez o seu caminho.
Voltando ao já citado artigo do Expresso cabe ainda dizer que as cabeçadas na parede sempre fizeram bem a muita gente...
Vem ao caso a afirmação do António José Brito, que dirigiu um jornal de propriedade privada, e que optou, nestas circunstâncias manhosas -a direcção de um jornal financiado por dinheiros públicos- por deixar o Campo e aderir ao D.A., e que vem agora dizer que seria melhor privatizar o D.A.

Já a seguir, e porque está alojado numa página temporária, o artiguinho do Pulido Valente.

"Porquê e para quê?
O PCP quer avançar unilateralmente com algumas decisões (...) designadamente “tomar de assalto” o “Diário do Alentejo” para o transformar novamente no “Avantinho Alentejano”.


A AMDB, agora Ambaal, foi desde a sua criação até Janeiro de 2002 "dominada" exclusivamente pelo PCP/CDU, força partidária que nunca se dispôs, enquanto deteve a maioria absoluta das câmaras da região, a partilhar minimamente "o poder" com qualquer dos outros partidos representados nas autarquias associadas.
Durante todos esses anos o PCP/CDU fez o que quis na AMDB, desde a nomeação dos administradores delegados aos assessores do conselho directivo (normalmente ex-autarcas da CDU derrotados ou reformados) passando pelos directores do "Diário do Alentejo" e da Gráfica, para já não falar nas orientações políticas que imprimiu ao funcionamento da mesma e do referido jornal e, já na última fase, à entrada "à pressão" de uma nova associada, a Câmara Municipal de Alcácer do Sal.
Fruto dos resultados eleitorais de 2001 a situação alterou-se substancialmente dado que o PCP/CDU perdeu a maioria absoluta e ficando empatado com o PS em número de câmaras deixou de ter o domínio exclusivo e absoluto da AMDB.
Em consequência desse facto iniciou-se em 2002 uma nova era na agora Ambaal, durante a qual foi possível despartidarizá-la, torná-la pluralista e aprofundar significativamente a democracia interna.
Funcionar nestes novos moldes nem sempre foi fácil e as decisões sobre questões estruturantes para a região demoraram o seu tempo a serem tomadas porque requereram discussões prolongadas e por vezes acaloradas. No entanto, porque a maioria dos associados soube colocar os interesses da região à frente das estratégias partidárias, a vida da Ambaal não só não sofreu quaisquer prejuízos como se tornou mais rica e conheceu uma intensificação significativa através do lançamento de novos projectos, alguns de dimensão e importância relevantes.
De salientar que neste período (desde Setembro de 2002) também o"Diário do Alentejo", propriedade dos municípios que compõem a Ambaal, então um jornal em declínio e falência, fortemente instrumentalizado pelo PCP/CDU, fechado à sociedade e à pluralidade de opiniões se transformou, com a entrada do novo director e a aprovação consensual do Estatuto Editorial, num verdadeiro órgão de comunicação social regional democrático, moderno, aberto, plural e economicamente mais equilibrado. O sistema de composição dos órgãos da Ambaal que vigorou no último mandato, – recorde-se após domínio total da CDU desde o nascimento da AMDB até 2002 –, foi o da rotatividade, sem dominância de qualquer força partidária e com representação de todas.
Funcionou bem, constituiu, para todos, um excelente exercício de aprofundamento da democracia e foi decisivo para se introduzirem as melhorias acima referidas. Se se comprovou ao longo deste último mandato que de facto o sistema que vigorou nesse período é o mais democrático, participativo e plural servindo melhor os interesses da Ambaal e da Região, porquê e para quê, então, voltar atrás?
Por que razão e com que objectivos o PCP/CDU acabou com o sentido e lógica democráticas da representatividade e rotatividade de todas as tendências político-partidárias no conselho directivo e introduziu (através da "compra" da abstenção do Grupo de Independentes) o poder absoluto de apenas uma, a qual nem sequer detém agora uma maioria absoluta das câmaras associadas? Em minha opinião, e vamos esperar para ver se me engano, o PCP quer avançar unilateralmente com algumas decisões que, à partida, já sabe que não vão ter o acordo das restantes forças políticas representadas nas câmaras associadas, designadamente "tomar de assalto" o "Diário do Alentejo" para o transformar novamente no "Avantinho Alentejano".
Se assim for tenho muitas dúvidas quanto ao futuro da Ambaal, sobretudo num momento em que esta Associação atravessa graves dificuldades financeiras e necessita de ver cada mais reforçada a sua união interna e a sua capacidade de mobilização dos outros actores regionais para fazer frente, com sucesso, aos desafios que se lhe colocam face à derradeira oportunidade que o Alentejo tem para vencer o futuro.
Para bem de todos nós espero, sinceramente, estar redondamente enganado!"


Jorge Pulido Valente

Dezembro 22, 2005

Diário do Alentejo: o inevitável aconteceu


(Publicado também na Planície Heróica)

O Diário do Alentejo é propriedade da Associação de Munícipios do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral. O Director deste jornal é sempre nomeado pela Direcção da AMBAAL. A direcção da AMBAAL foi substituída em resultado das últimas autárquicas e, como tal, o cargo de director deste periódico podia estar em causa no caso da AMBAAL não abdicar de controlar o jornal. Ao que parece a direcção da AMBAAL não abdicou de o controlar.
As 'papas' habituais à pála dos dinheiros públicos. O costume...
É certo que o Diário do Alentejo tinha falhas muito graves. Fruto da envolvência na partidocracia provinciana que se vive em Portugal e, consequentemente, no Alentejo, confundia frequentemente pluralismo com politiquismo, o Diário do Alentejo nunca conseguiu fugir aos ditames dos senhores dos partidos que, com um oportunismo discutível, confundiam este jornal com as páginas de um 'boletim de empresa'. A sua voz estava sempre assegurada em crónicas atribuídas sem outro critério que não o de serem líderes políticos. E, digamo-lo com franqueza, o PS dominava-o motivando-lhe as causas e convidando-o a esquecer questões fundamentais. Recordamos, entre muitos outros exemplos, o apoio velado deste jornal à inenarrável ComUrb do BAAL que, de uma forma vergonhosa, foi acordada nas costas dos eleitores na cidade do Funchal . As desvantagens de uma regionalização feita num país de subsidiodependentes e de caciquismos vários, seria ilustrada - se não houvessem já os exemplos da Madeira e, em menor medida, dos Açores - por esta premencia de se mexer num dos supostos pilares da democracia (a Imprensa) como quem muda o sofá do gabinete.
P.S. 1: Lamentável a atitude do autarca de Alvito, o 'independente(?)' João Paulo Trindade. Ao fim e ao cabo a política partidária cria vícios... e que vícios!...
P.S. 2: Aborrecido, aborrecido é que não só esta situação não nos espanta, como a tínhamos já a previsto aí abaixo...

A notícia e o desabafo, que nos pareceu sincero, de António José Brito seguem já a seguir. Diga-se, antes de mais, que temos este jornalista por um homem sério e que acreditamos que 'Deus escreve direito por linhas tortas'... até pode ser que o saudoso 'O Campo' volte à ribalta, até pode ser que a televisão do Sul avance. Seja como fôr, estamos em crer que António José de Brito há-de arranjar um lugar à sua altura, livre de senhoritos e longe de figurões.

"D.A.
Em Setembro de 2002, quando a actual direcção assumiu o "Diário do Alentejo", o jornal era sectário e ausente de pluralismo. Só uma mente muito rebuscada, ou uma grave desonestidade intelectual, pode negar isso. Sabemos bem que a memória é curta, mas vale a pena lembrar que muita coisa mudou no "DA". Isso pode ser sentido todas as semanas, se se tiver um espírito independente. Acusar o jornal, hoje, de falta de isenção ou de alinhamento político com qualquer força, é uma ofensa aos seus leitores e uma imoralidade. Imoralidade porque, curiosamente, essa acusação vem sobretudo daqueles que durante 20 anos usaram o jornal como quiseram e entenderam, sempre ao serviço de uma estratégia partidária. Bem nos lembramos do estilo panfletário das manchetes, das inesquecíveis reportagens na Atalaia, dos oportunos e extensos apontamentos do general Vasco Gonçalves ou, claro, do objectivo branqueamento de um célebre "jantar da amizade", realizado em Beja, onde estiveram Carreira Marques, Lopes Guerreiro, Munhoz Frade, Rogério de Brito, Fernando Caeiros ou Joaquim Miranda. A memória é curta. Pois é, muitas vezes dá-nos jeito a memória ser curta. Hoje o "DA" não está submetido a estratégias partidárias e não envergonha os jornalistas que o fazem, porque são independentes no seu trabalho. Há notícias bem e mal escritas, reportagens que estão por fazer, entrevistas menos bem conduzidas, primeiras páginas mal elaboradas. Às vezes uma procura patética do equilíbrio democrático. Mas tudo isso é fruto de um trabalho puramente jornalístico, com virtudes e defeitos, mesmo que os do costume venham dizer o contrário – sim, os mesmos que não podem apontar um único exemplo de silenciamento e tiveram de se habituar à pluralidade e a terem o mesmo tratamento de todos os outros. Seja como for, o "DA" tem um longo e frutuoso futuro pela frente. Saberá estar à altura de todos os desafios e continuará a ser respeitado pela longevidade e importância que ocupa no imaginário dos alentejanos. Com mais ou menos leitores. Com mais ou menos prejuízos. Com democracia ou sem democracia nenhuma."
António José Brito

"Diário do Alentejo vai ter novo director
António José Brito deixará de ser director do "DA" a partir da próxima edição por decisão unilateral da maioria comunista na Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (Ambaal), que para tomar a medida nem precisou de reunir o conselho directivo, onde a CDU tem maioria absoluta desde 5 de Dezembro. Aproveitando o facto de o contrato do actual director terminar no próximo domingo, 18 de Dezembro, o presidente do conselho, João Rocha, comunicou quinta-feira ao fim da tarde a António José Brito a sua exoneração, sem que a medida tenha sido tomada em sede de administração, uma vez que a mesma não chegou a reunir-se depois das eleições. Apesar de não ter a maioria das câmaras na Ambaal, a CDU assegurou maioria absoluta no conselho directivo graças à abstenção de João Paulo Trindade, o novo presidente da Câmara de Alvito que, na sequência desse posicionamento, foi eleito líder da Assembleia Intermunicipal. Neste momento ainda é desconhecido o nome do futuro director ou sequer quem dirigirá o próximo número do jornal.

Três anos de pluralidade
O director agora afastado esteve um pouco mais de três anos no cargo, entre Setembro de 2002 e Dezembro de 2005. Durante este período o "DA" alterou substancialmente a sua linha editorial, tornando-se num jornal "plural e democrático". Ao longo deste período, passou de 32 para 44 páginas, ganhou conteúdos mais diversificados e de qualidade, melhorou a linha gráfica, foi aprovado por unanimidade um novo estatuto editorial, passou a contar com mais de 15 novos colunistas de todas as áreas políticas e sociais e houve uma extrema preocupação em ter um critério coerente e democrático com todas as forças políticas. Em termos económicos o "DA" registou um importante diminuição nos prejuízos. Em 2003 baixou ligeiramente em cerca de três mil euros, mas em 2004 o prejuízo do jornal diminui na ordem dos 115 mil euros (quase 23 mil contos). Em 2005 o valor do prejuízo deverá aumentar porque o jornal perdeu o Porte Pago e, desse modo, passou a custear portes de correio em cerca de 3.500 euros/mês. A par destas alterações notórias, o "DA" aderiu à Rede Expresso, criou uma nova página na Internet, com actualização diária de notícias, e reconstruiu a base de dados dos seus assinantes. Entre os aspectos negativos deste período, destaca-se a falta de abertura de uma delegação no Litoral Alentejano, a mudança para melhores e mais adequadas instalações em Beja e a eliminação total do prejuízo de exploração."

Novembro 20, 2005

Júlio César: um brasileiro

Este brasileiro negro, de feições agradáveis, bondoso e delicado trabalha, com outros três compatriotas, em jardinagem, aqui na Planície.
Estudou até que o estado brasileiro deixou. Não fez o Vestibular porque era pago mas terminou o Secundário. 'Sonhava com a veterinária em garoto' -disse-nos-, hoje anseia por se valorizar. Acabado o Secundário 'fez-se à vida' e veio cá parar.
Agora, depois de ter conversado connosco, mostra-se entusiasmado com a possibilidade de poder tirar um curso de vertente agrícola no tão maltratado e tão pouco frequentado Politécnico de Beja. (Como detestamos criar falsas expectativas a quem quer que seja, aconselhámo-lo a, para já, tentar estudar à noite enquanto não se resolve a sua situação burocrática.) De qualquer forma, a situação deste moço deixou-nos a pensar.
Os cursos agrícolas são desprezados pelos alentejanos e pelos naturais de outra regiões deste país. É muito estranho que se dedique o Alqueva a uma Juventude que não opta pela agricultura. É ridículo que as terras 'cá do sítio' mudem de mãos depois de construído o 'grande lago'. É escandalosa a pretensão de fazer do Alentejo um imenso campo de golfe rodeado por reservas de caça. É ridículo -mas compreensível depois do que se disse- que os nossos jovens continuem a ver a agricultura como um parente desprezível das actividades económicas. É irreversível, por este andar, que todos estes campos acabem a ser tratados por novas mãos.
Recordamos o nome deste brasileiro de 24 anos: Júlio César.
Pois é... será a Planície a sua Gália?

(Publicado também na Planície Heróica)

Novembro 17, 2005

Cuba – Beja ( de Comboio)

A automotora que despeja 50 pessoas, pelas 9h00m, todos os dias da semana, em Beja é um autocarro sobre carris. Um autocarro barulhento, agitado, pouco limpo, velho e desconfortável. Conversar com um parceiro de viagem é um incómodo tão directamente proporcional ao ruído que se ouve que o melhor é estar calado. Ler também não é solução. Pela mesma razão e porque a luz é tão frouxa quanto a trepidação é acentuada. Enfim, os turistas – os de chinela no pé – devem achar graça ao pitoresco da viagem. Eu, há 20 anos atrás, quando no Tua viajei em comboio semelhante também achei. Os que não abalaram de cá, os que cá continuam a trabalhar, os que, em terra de mobilidade pública tão reduzida, continuam a vir para Beja todos os dias na tal automotora, esses, duvido que apreciem a viagem no tempo.

[em simultâneo com o EpiCurtas]

Novembro 04, 2005

Região de Turismo do Alentejo

As regiões de turismo alentejanas são dos frutos mais perversos de uma certa submissão das realidades regionais à realidade dos interesses políticos e dos interesses de algumas capelinhas que se lhes acoplam.
Há uns tempos atrás, em Janeiro, tinhamos aqui referido o contra-senso de concelhos como os de Alvito, Cuba, Vidigueira, Viana do Alentejo e Portel, por exemplo, se encontrarem divididos por duas regiões de turismo. Esses eram os tempos da famigerada Comurb e todas as opiniões que contrariavam esta ideia eram perfeitamente ignoradas. Apostava-se então no turismo no espaço rural, -que afiançámos exageradamente que nunca utilizaríamos por causa do cheiro a mofo- como agora se aposta nos campos de golfe. Realizavam-se -e publicavam-se!!!! nos jornais da região, com direito a parangonas e tudo- estudos de mercado com base nas respostas de 199 turistas 'apanhados descuidados nas Portas de Mértola'. O oito ou oitenta habitual neste país.
Eis que esta temática -a da excessiva e injustificada fragmentação das regiões de turismo alentejanas- foi agora levantada no Diário do Alentejo por um gestor do meio. Por um homem que investiu aqui milhões de contos e tem a autoridade necessária para criticar a falta de hotéis no Baixo Alentejo, as acções desconchavadas das várias regiões alentejanas, a incapacidade de nós, alentejanos, investirmos tempo, dinheiro e conhecimento no azeite e no vinho, a incapacidade dos propalados gebinetes do investidor. Um homem que fez muitas e acertadas críticas às opções que têm (des)norteado o nosso Alentejo e que aqui na Torre já têm sido criticadas.
Esperemos que estas críticas não caiam no saco de sempre, naquele ali à esquina da capela... no que está mais roto.

Outubro 16, 2005

Autárquicas 2006

"Nova corrida, nova viagem."
Era assim que nas feiras se anunciava cada uma das viagens que os putos se preparavam ansiosamente por cumprir. Os seus olhos gulosos fixavam-se numa, a seus olhos, imensa e disforme parafrenália ondulante de zebras, girafas, bicicletas, taças...
Quantas mesadas se esfumaram no meio de alucinantes e aventurosas viagens, tantas vezes salpicadas de enjoos, agradecidas com uma festa no dorso de um cavalito castanho de olhar fixo e pelagem a exigir nova pintura?
Na semana passada o carossel voltou cumprir-se.
Em vez de cavalitos, candidatos. A parafrenália saltou dos eixos e, vestida de cartazes montados sobre automóveis, cavalgando canções batidas e sinfias repetidas, invadiu todos os lugarejos, aldeias, vila e cidades deste Portugal.
Da passagem de toda esta agitação restou uma democrática e suja paisagem visual de onde não sobressaem nem as ideias, nem os vencidos. Lixo.
No Baixo Alentejo, acabadas as voltas, terminado o carrossel e feitas as contas, uma evidência: o poder mudou de mãos.
De um modo global ficou evidente que, quatro anos depois da aparentemente irreversível caminhada do PS para a conquista total do poder na Planície, o PCP retomou aqui o protagonismo perdido.
Mas surgiram também outras realidades interessantes:
Em Alvito uma lista de independentes conseguiu vencer as eleições e retirar esta Câmara aos partidos políticos.
Em Ourique o PSD não conseguiu que o seu candidato evitasse a perda desta autarquia para o Partido Socialista, mantendo apenas a presidência da Câmara de Almodôvar. Curiosa esta situação: Almodôvar, tradicionalmente uma autarquia socialista, é dirigida por autarcas propostos pelo PSD enquanto que o baluarte social-democrata do Baixo Alentejo se rende a um candidato socialista. Mais curioso ainda: Uma e outra câmara mudaram de mãos após o final, mais ou menos atribulado, da gestão de dirigentes regionais destes partidos - António Saleiro, em Almodôvar (há 4 anos) e Raúl do Santos, em Ourique, há uma semana. Algo que num país normal levantaria muitas questões...
A vitória do PCP nestas autárquicas 'planicianas' não vai trazer nada de novo. Mas isso não é necessáriamente mau... Afinal, a ComUrb do BAAL, tão querida aos socialistas e tão 'injustificadamente justificada', não será uma realidade nestes 4 anos que se vão seguir. Não é credível que os Socialistas criem uma entidade, qualquer que seja, para a colocar no colo do PCP. (Refira-se que dos quatro concelhos alentejanos do Distrito de Setúbal, os dois mais populosos -Sines e Santiago do Cacém- continuam nas mãos do PCP).
Não é credível sequer que, tendo as Autárquicas nacionais em atenção, a Regionalização avance...
O Diário do Alentejo deverá mudar de rumo e, muito provavelmente, o jornalista António José de Brito deverá reequacionar o seu futuro profissional.
A Região de Turismo voltará a mudar de mãos. Esta, de qualquer forma, é uma instituição que tem feito mais pela cultura, pelo desporto, pelo Despertar(!), pelas pescarias de grupos de amigos e pelos jogos de solteiros e casados do que pelo turismo.
Em suma: o golfe, modalidade tão querida ao Diário do Alentejo e à Região de Turismo, na Planície, terá que esperar...
Outra evidência: ainda não será desta que a Planície encontrará o caminho do desenvolvimento, mas que vai ser uma região reivindicativa... ah, isso vai.
Segura ao eixo de sempre a Planície prepara-se para uma nova corrida, uma nova viagem... até ao ponto de partida. Até ao mais do mesmo?


Resultados no Distrito de Beja:
(Concelhos; Força política vencedora; vereadores eleitos pela força vencedora/nº total de vereadores da câmara - nome do presidente eleito)

ALJUSTREL ; PCP-PEV; 3/5 - António J G Soares Godinho
ALMODÔVAR;PPD/PSD; 3/5 - António J M Rosário Sebastião
ALVITO; Independentes; 2/5 - João P A Lança Trindade
BARRANCOS; PCP-PEV; 3/5 - António Pica Tereno
BEJA; PCP-PEV; 3/7 - Francisco Cruz Santos
CASTRO VERDE; PCP-PEV; 4/5 - Fernando Sousa Caeiros
CUBA; PS; 3/5 - Francisco A Galinha Orelha
FERREIRA DO ALENTEJO; PS; 3/5 - Aníbal S R Coelho Costa
MÉRTOLA; PS; 3/5 - Jorge Pulido Valente
MOURA; PCP-PEV; 4/7 - José M P Pós Mina
ODEMIRA; PS; 4/7 - António M Camilo Coelho
OURIQUE; PS; 3/5 - Pedro N R Prazeres Carmo
SERPA; PCP-PEV; 4/7 - João M Rocha Silva
VIDIGUEIRA; PCP-PEV; 3/5 - Manuel L Rosa Narra

Julho 28, 2005

Será do Guaraná?

Parece que a tal central fotovoltaica do Guiness Book para as Minas de S. Domigos não colhe o entusiasmo do Ministro da Economia. Hoje vinha no Jornal de Negócios que aparentemente a "capacidade do país" estava esgotada nesta área das energias alternativas com os projectos já aceites no Ministério. Ou os tipos de La Sabina se esqueceram de se inscrever na maçonaria ou aquilo é fishy.... das duas duas...

Julho 08, 2005

O Alentejo, pá, agora sim, agora é que vai!

1 - «Quase 80 por cento de Portugal continental em seca extrema ou severa » Instituto da Água

2 - «Albufeira de Alvito liberta água para Odivelas» Diário do Alentejo

3 - «(...) Sevinate Pinto baseia-se no conhecimento pessoal que tem dos problemas do Baixo Alentejo para afirmar, "com muita franqueza", que a "zona vive numa situação muito mais crítica que todo o resto do País".» Diário do Alentejo

BINGO - «Baixo Alentejo quer apostar no golfe»
Vítor Silva, Presidente da Região de Turismo da Planície Dourada ao Diário do Alentejo

Sobre este assunto impõe-se uma reflexão cuidada e profunda:

çoevnpoifhqipef hjodj~pwkdºpojg+9ej+ºoje~pkdºporjºpoweºwºopj~ºwopd
ºpoufj +u n   po jd+   0opjf+ºoejf+oejfóejfóefj+qwfi´+mv   2eo'2m ci«nºow´+3u+9h+w í´g    2~r ´f   p3   ~rk33330d2 e2vm0í
2c´´´´´´4:
ºporiuc+rucm+39ur+1x3urn+9uncrc+93unuvurfn9rv+4
   ºçdcn+9un+p   run+   c9unr   9c+92u crx   0dmmmec9m+0mí   0rc   ´miz´´   3mex´2,´zx0´´´´!!!!!

Probabilidade para o desenvolvimento do Alentejo com os responsáveis actuais partidários locais, equiparados e respectivos lambe-botas:

1+1+1+1+1+1+1++1+1+1+1+1+1+1+1(1x1+1) = +/- 0

Julho 06, 2005

Beja - a demagogia dos Candidatos

Depois dos candidatos do PSD e do CDS terem ido ao "beija-mão" à actual direcção da Associação de Comerciantes do Distrito de Beja, mais concretamente, ao Dr. Saleiro, prometendo a inviabilização de qualquer projecto do tipo "grande-superfície" com a putativa intenção de defender o chamado "comércio tradicional", eis que o candidato do PCP, ontem, segue o mesmo demagógico caminho! (ver post no Praça da República em Beja)
O dislate e a demagogia parece não ter fim à vista, por estas paragens - não há sequer alternativa!
Saberão, porventura, estes excelsos senhores o que representa o comércio tradicional do Concelho de Beja em termos de vendas, de emprego, de qualidade e de preços?
Entendamo-nos, meus caros, o comércio tradicional em Beja ou já encerrou ou está em intensa agonia (os únicos ramos florescentes são os do "vende-se e do "trespassa-se"), por um lado e, por outro, seria interessante que soubessem que um qualquer hipermercado, tipo "Continente", ofereceria cerca de 4 vezes mais postos de trabalho do que o universo do actual "comércio tradicional"!Então se inserido num centro comercial com lojas, restauração e salas de cinema, que dizer? Valerá a pena, ainda, aduzir o que representaria para Beja, em termos de polarização e centralidade, um centro comercial a sério?
Deixem os senhores candidatos de apregoar a demagogia da defesa dos interesses instalados (pensando que se tratam de líderes de opinião) e centrem-se mais nos consumidores, i.e., nos seus eleitores e, se tal não lhes for de todo possível, façam contas, às vezes dá muito jeito, assim como rodearem-se de gestores e não de funcionários de partido e equiparados!

Julho 04, 2005

João Paulo Ramôa - candidato PSD a Beja

Como sempre, por estas paragens, as mais utilizadas armas de combate político e social são a velada maledicência, a intriga surda e o boato, atigindo, desta vez o candidato do PSD à Câmara de Beja nas próximas autárquicas.
Diz-se em "off" (sempre tudo em "off" nesta terra) que o facto de ser sócio de uma empresa de construção civil é incompatível com o exercício do cargo a que concorre.
Ora, João Paulo Ramôa, engenheiro civil de profissão com obra feita na terra, não consta, bem pelo contrário, que tivesse tentado obter qualquer benefício pessoal enquanto Governador Civil que foi nos últimos anos, com elevado prejuízo financeiro.
Por outro lado, por essa lógica, quem poderia escapar a uma qualquer incompatibilidade? Funcionários públicos e camarários? Professores? Gerentes bancários? Chefes de finanças...? Isto toca as raias do ridículo!
Uma pessoa séria terá de ser considerada enquanto tal e não deverá ser apunhalada na penumbra do "diz que disse" na sua dignidade, seja qual for a sua raça, religião, sexo ou profissão.
Beja pode e deve orgulhar-se de ter (talvez pela primeira vez) três excelentes candidatos à Presidência da sua Câmara! Não deveria ser um motivo de orgulho?

Maio 06, 2005

MIGUEL GARCIA, um heroi alentejano

SPOOOOOOOORTING!!!