Júlio César: um brasileiro
Este brasileiro negro, de feições agradáveis, bondoso e delicado trabalha, com outros três compatriotas, em jardinagem, aqui na Planície.
Estudou até que o estado brasileiro deixou. Não fez o Vestibular porque era pago mas terminou o Secundário. 'Sonhava com a veterinária em garoto' -disse-nos-, hoje anseia por se valorizar. Acabado o Secundário 'fez-se à vida' e veio cá parar.
Agora, depois de ter conversado connosco, mostra-se entusiasmado com a possibilidade de poder tirar um curso de vertente agrícola no tão maltratado e tão pouco frequentado Politécnico de Beja. (Como detestamos criar falsas expectativas a quem quer que seja, aconselhámo-lo a, para já, tentar estudar à noite enquanto não se resolve a sua situação burocrática.) De qualquer forma, a situação deste moço deixou-nos a pensar.
Os cursos agrícolas são desprezados pelos alentejanos e pelos naturais de outra regiões deste país. É muito estranho que se dedique o Alqueva a uma Juventude que não opta pela agricultura. É ridículo que as terras 'cá do sítio' mudem de mãos depois de construído o 'grande lago'. É escandalosa a pretensão de fazer do Alentejo um imenso campo de golfe rodeado por reservas de caça. É ridículo -mas compreensível depois do que se disse- que os nossos jovens continuem a ver a agricultura como um parente desprezível das actividades económicas. É irreversível, por este andar, que todos estes campos acabem a ser tratados por novas mãos.
Recordamos o nome deste brasileiro de 24 anos: Júlio César.
Pois é... será a Planície a sua Gália?
(Publicado também na Planície Heróica)
Estudou até que o estado brasileiro deixou. Não fez o Vestibular porque era pago mas terminou o Secundário. 'Sonhava com a veterinária em garoto' -disse-nos-, hoje anseia por se valorizar. Acabado o Secundário 'fez-se à vida' e veio cá parar.
Agora, depois de ter conversado connosco, mostra-se entusiasmado com a possibilidade de poder tirar um curso de vertente agrícola no tão maltratado e tão pouco frequentado Politécnico de Beja. (Como detestamos criar falsas expectativas a quem quer que seja, aconselhámo-lo a, para já, tentar estudar à noite enquanto não se resolve a sua situação burocrática.) De qualquer forma, a situação deste moço deixou-nos a pensar.
Os cursos agrícolas são desprezados pelos alentejanos e pelos naturais de outra regiões deste país. É muito estranho que se dedique o Alqueva a uma Juventude que não opta pela agricultura. É ridículo que as terras 'cá do sítio' mudem de mãos depois de construído o 'grande lago'. É escandalosa a pretensão de fazer do Alentejo um imenso campo de golfe rodeado por reservas de caça. É ridículo -mas compreensível depois do que se disse- que os nossos jovens continuem a ver a agricultura como um parente desprezível das actividades económicas. É irreversível, por este andar, que todos estes campos acabem a ser tratados por novas mãos.
Recordamos o nome deste brasileiro de 24 anos: Júlio César.
Pois é... será a Planície a sua Gália?
(Publicado também na Planície Heróica)
4 Comentários:
essa poderia ser a história de qualquer brasileiro...aliás se for "malandro" então era de todos eles...abraços.
Luto com o Tempo, que me não dá tempo, para em oportuno tempo vos visitar.
Por isso venho, reconhecidamente, agradecer aos que passam e comentam nos meus blogs.
Também quero saudar os que, talvez como eu, não tenham tempo para me visitar.
Abraços para todos
Leitores e Amigos,
Esta sexta-feira (09/12/2005) o poeta Paulo C. Silva, irá fazer o lançamento do seu 1.º Livro Relatos de uma vida, a realizar no Auditório do Diário do Sul (Évora) pelas 18h00.
Neste livro, o autor descreve-nos os encontros e desencontros de uma vida atribulada… Um livro de prosa e poesia…
Vamos lá estar... Não faltem!
TODOS JUNTOS EM PROL DA LITERATURA...
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